segunda-feira, 12 de março de 2012

Vandalismo

Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.

Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!

Augusto dos Anjos

Tempos De Felicidade



Tempos em que fomos felizes...
em que o riso era uma dadiva, E que tudo era tão normal,
Agora penso no vazio que eu sinto sem você
fragmentos de um sonho bom,
não me saem da cabeça
por que a vida nem sempre segue um rumo pra ter um final feliz
Eu sei, que a culpa não pertence a nós
e de quem é a culpa?
Que deuses foram responsáveis por essa tempestade?
Tudo que eu pretendo novamente, é sentir aquela doce brisa no rosto...
Num delírio inesplicável...
Sem sensação de pressa,
ou de desanimo.